terça-feira, 1 de abril de 2014

Sim, eu mudei!

Não mudei com você, juro. Mudei comigo mesmo. Não mudei por nada, e nem por ninguém. Mudei por mim mesmo. Mudei. E quer saber? Acho que mudei pra melhor. Chega um na tempo na vida de uma pessoa que só lhe restam duas opções. Ou você muda, ou continua sendo o completo babaca de sempre. O babaca que corre atrás, que manda mensagem, que se declara. O babaca que é sempre ignorado. Sempre trocado. Então eu resolvi mudar, resolvi deixar de ser o babaca da história. E olha só pra você? Começou a sentir a minha falta... Agora os papéis se inverteram, e é você quem corre atrás de mim. Mas de tanto apanhar da vida, meu coração calejou. Ele não se derrete mais quando você sorrir. A sua voz não soa mais com a mesma intensidade de antes. Até o seu toque não é mais o mesmo. Isso não quer dizer que deixei de te amar, até porque o coração não desapega assim, do dia pra noite. Só quer dizer que aprendi. Aprendi com você que quanto mais a gente se importa, mais as pessoas não se importam. Aprendi com você que nem todo mundo está disposto a retirbuir o amor que você está disposto a dar. Não, as minhas mudanças não fizeram de mim uma pessoa amargurada. Fizeram de mim um babaca experiente. Experiência essa, que adquirir com você ao longo do tempo. Durante anos, brinquei de ser o babaca da nossa história. Agora chegou a sua vez de brincar um pouco. Lembra todas as vezes que eu te ligava? Pra mim, seu celular só vivia desligado. E toda as vezes que eu te mandava mensagem? Você visualizava e não respondia. Não se importava... Isso me destruia por dentro. Ah, era horrível. Tudo o que eu queria era ter você por perto, deitar em seus braços, sentir o seu cheiro, e ver os seus olhos brilhando enquanto se fechavam sonolentos poucos segundos antes dos meus. E tudo que você queria era distância. Você dizia que me amava, mas nunca demonstrava esse tal amor. Eram só palavras lançadas ao vento. Você me tratava sempre da maneira mais fria que existe. Mas era só você me chamar, que eu ia com um filha-da-puta de um sorriso atrás de você. Eu sempre fazia o seu joguinho. Eu era apenas um pião no seu tabuleiro. Mas dessa vez você não vai gritar "xeque-mate", não dessa vez meu amor. Comecei a me valorizar, e só ai eu aprendi que ninguém merece tanto o meu amor quanto eu mesmo. Aprendi que primeiramente eu tenho que me amar, pra depois começar a amar alguém. E sim, eu mudei. — Albert Matarazzo
Achei extremamente interessante este texto, até poderia dizer que foi escrito retratando algo sobre o meu ponto de vista, chega uma hora que temos que mudar, vai doer, mas a final, toda dor resulta em um crescimento pessoal. E é assim que eu tenho me sentido ultimamente, estou em um crescimento pessoal.

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